Um sinal clínico de gravidade!

VÍDEO      IMG_3288

Paciente de 27 anos, com história prévia de febre reumática aos 9 anos.Admitido no hospital com queixa de dispnéia e  dor precordial que piora a inspiração profunda.Apresenta esse  achado no exame físico, além de outros sinais periféricos desta patologia.

Quais seriam outros esses achados?

Qual a patologia em questão?

Quais as causas?

 

Comentério de

Fábio Soares

Considero, na minha humilde opinião, o exame físico mais rico dentre as patologias acompanhadas pela Cardiologia.
Diagnóstico: Insuficiência Aórtica
Causas: deve-se lembrar que a doença pode ser da valva (dç reumática, endocardite, trauma, valva aórtica bivalvular) ou do complexo aorto-valvar (dilatação/aneurisma da aorta, aortite sifilítica, Síndrome de Marfan, dissecção da aorta).
Ao exame físico, cabe uma análise fisiopatológica:
O aumento gradual do volume diastólico determina aumento progressivo do volume do ventrículo esquerdo, o qual ainda permanece complascente (ou seja não há aumento da pressão diastólica final do VE). O paciente permanece assintomático durante muito tempo. O VE aumenta gravemente de volume com o passar dos anos, levando a falhas dos seu mecanismo de compensação. Neste momento, há aumento da PD2VE (=PCP) e queda do volume sistólico, determinando congestão pulmonar.
Ao exame físico, além do sopro protomesodiastólico aspirativo típico, encontramos vários sinais periféricos que se correlacionam com a gravidade da lesão. Afora os epônimos, vale a pena procurar e identificar esses achados e correlacionar com a fisiopatologia da doença. Quais são:
Pressão arterial divergente (o seu desaparecimento em um pcte que tinha previamente é sinsal de maior gravidade!!!)
 Pulso em martelo d’água (Corrigan)
 Dança das artérias: ( o mostrado nesse vídeo)
 Sinal de Musset – “balançar” da cabeça
 Sinal de Müller – Pulsação da úvula
 Sinal de Landolfi – Pulsação das pupilas
Sinal de Becker: pulsações das artérias retinianas
 Sinal de Quincke – Pulsação dos capilares subungueais
 Sinal de Traube – Ruídos sistólicos e diastólicos audíveis na A. Femoral
 Sinal de Duroziez – Ruídos sistólicos e diastólicos audíveis quando a A.
Femoral é parcialmente comprimida
 Sinal de Gerhard – Pulsação do baço
 Sinal de Rosenbach – Pulsação do fígado
Sopro de Austin Flint (estenose mitral dinâmica
Sinal de Minervini: pulso na base da língua
Sinal de Hill (diferença de PA sistólica>20mmHg entre a medida no MI e MS).

Pra quem diz que não consegue ouvir o sopro nem se localizar entre as bulhas, vai aqui uma audição:

http://www.stethographics.com/ihs/portug10/ainsuff.htm

 

 

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