Nem sempre uma imagem vale mais do que mil palavras!

A Importância da História Clínica. Na postagem Quais as possibilidades diagnósticas , apresentamos um paciente com lesões isquêmicas em extremidades , e vários comentários foram feitos sugerindo o diagnóstico .Concordo que todos seria possível o que iria ajudar muito neste caso será a história clínica.Vamos comentar um pouco sobre o que foi sugerido por nossos comentaristas; Necrose cutânea por warfarin= condição que ocorre em 0,01 % a 0,1% , mais comum em mulheres , obesas, necrose de pele, lesões mais supercifiais,tem como uma das causas desencadeantes, a deficiência de proteína C e S , fator VII , geralmente ocorre entre o terceiro e sexto dia do uso pois a redução não contrabalanceada dessas proteínas induz a um período de potencial efeito pró-trombótico. Êmbolos sépticos= condição vista na vigência de endocardite infecciosa , abscesso pulmonar . CIVD=ativação da coagulação ,condição grave , associada a alta mortalidade , tendo como fatores predisponentes sepse,trauma , neoplasias,complicações obstétricas,ocorre microtrombos isquemia de órgão como rins e fígado , podendo cursar com hemorragias. Síndrome de embolização de colesterol= geralmente ocorre após procedimento endovascular , nesta condição a anticoagulação piora a evolução . Tromboangeíte Oliterante = é mais comum em homens jovens ( entre 30 -40 anos ) , com tabagista ,acomete mais membros inferiores e as lesões características são em regiões mais distais dos MMII. Trombofilias hereditárias = neste caso seria mais provável aquelas que cursam com trombose arterial como homocisteínemia ,pois deficiência de proteína C e S cursam mais com trombose venosa em leito não habitual, assim como o Fator V de Leiden( de todas a mais freqüente na população geral). Distúrbios mieloproliferativos= tanto a policitemai vera quanto a trombocitose essencial podem cursar com fenômenos trombóticos , arterial ou venoso .Suspeitamos quando encontramos pacientes com eventos trombóticos em leito vascular não habitual como trombose mesentérica .Um achado importante no exame físico desses pacientes é a esplenomegalia ( as vezes maciça) relatada em quase 100% dos casos. O paciente em questão já chegou com o diagnostico prévio de LES ( diagnóstico clinico e laboratorial , feito no mesmo hospital ) , logo as possibilidades se estreitam , ficando vasculite e síndrome de anticorpo antifosfolípides ( condição pró-trombotica tanto para trombose arterial quanto venosa) como as possibilidades diagnósticas mais prováveis.

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