Clônus Associado a Paraparesia Espástica Tropical

 

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Caso clínico publicado na NEJM de 26/10/2016, pelo neurologista Mateus S. do Rosário, M.D.
do Hospital Santa Izabel, Salvador, Brasil. 

Uma mulher de 53 anos de idade, com paraparesia espástica tropical (também chamado de mielopatia associada ao vírus T-linfotrópico humano) relatou vários meses de agravamento da fraqueza dos MMII, que a levaram ao uso de uma cadeira de rodas. No exame, apresentava grave espasticidade e fraqueza de ambas as pernas e os pés, sinal bilateral Babinski e clônus patelares bilaterais (ver vídeo). O restante do exame neurológico era normal. Paraparesia em paraparesia espástica tropical é progressiva, e a condição do paciente seguiu o curso clínico previsto, com espasticidade, que aumentou ao longo de um ano e não respondeu ao tratamento com baclofen. Contrações rítmicas musculares após reflexo de estiramento do tendão é denominada clônus e é mais comumente visto no tendão de Aquiles, mas também pode ocorrer durante o exame do reflexo da patela, tendão do bíceps e tríceps tendão. A causa subjacente é a excitabilidade excessiva dos neurônios motores, que produzem os movimentos rítmicos de contração e relaxamento que são característicos do clônus. Clonus é geralmente um achado patológico, particularmente nos tornozelos, podem ser encontrados em pessoas saudáveis que têm hiperreflexia constitucional.

Parabéns Mateus.

Aqui o original caso-nejm

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