Lesão após sol.

Comentário de Fabricio Oliveira sobre o diagnóstico diferencial da lesão.

Quadro classico de Fotossensibilidade. O diagnostico diferencial é vasto e a definiçaõ virá pela historia clinica: erupção aguda ou crônica, historia familiar (Porfiria Eritropoética), uso de substancias tópicas no rosto (Dermatite por Fotocontato ex Fenergan creme), uso de medicação oral (fotoalergia a drogas ex diureticos, AINES, Tetraciclinas…), etilista cronico, dças hepaticas (Pelagra, Porfiria Cutanea Tarda), outros sintomas (lupus Sistemico). Considerando só o quadro na foto os dianósticos mais prováveis: Pelagra, apesar da falta do acometimento da regiao esternal, mas vai depender da vestimenta do paciente) e Dermatite por Fotocontato.

A história deste paciente é que já tinha o diagnóstico de lúpus cutâneo e ficou exposto ao sol com piora da lesão.

 

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Além do envolvimento cutâneo?

Imagem  cedida por Dr Rafael Carvalho

1.Além da pele, qual outras alterações vimos nesta imagem?

2.Quais as formas clínicas desta patologia?

3.Quais exames complementares ajudariam no diagnóstico?

 

COMENTÁRIOS.

CARLOS BRUNO

.Diagnóstico: Psoríase Vulgar com artrite psoriática/variante “Acrodermatite Continua de Hallopeau”
.Outras alterações nessa imagem: Artrite Psorática Grave “Dedos em telescópio”… Onicodistrofia…
.Formas clínicas: Vulgar (em placas), gutata, Invertida (Flexural), Ungueal, pustulosa, eritrodermica…
.Exames: ??? Eu faria BX para deixar registrado o diagnóstico. RX mãos para ver acometimento articular. Todos os outros exames para protocolo de inciar imunobiológico….

FABRÍCIO OLIVEIRA

Só para acrescentar: a histopatologia na Psoríase não é específica, mas sugestiva. Ajuda também para afastar outras causas.

DIAGNÓSTICO

Psoríase com artrite psoriática.

O acometimento das interfalangianas distas ocorre em 50% dos pacientes e é muito característica como neste caso.

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Síndrome Hipereosinofílica. Isso existe?

No post  Hemograma. E agora?  foi mostrado uma leucocitose com eosinofilia em uma paciente de 65 anos previamente hígido com história de diarréia há 8 meses.Sem outras queixas.No exame físico, paciente bastante emagrecido com ascite  sem visceromegalia , asculta pulmonar e cardíaca sem alterações e edema de MMII 2+/4 .Além dessa leucocitose com eosinofilia, apresentava uma albunina 1.0.

Realmente os comentários são bem pertinentes para este caso.Raciocinamos muito parecido.

A ascite e o edema de MMII explicamos pela hipoalbunimenia (albumina =1.0) .Dentre as causas de albumina baixa está a diarreia crônica e todas as  enteropatias perdedora de proteína, e nosso paciente não apresentava sinais  clínicos sugestivos de disfunção hepática ( causa importante de hipoalbunimenia pela  falta de produção ) ou síndrome nefrótica (perda renal de albumina).

Este paciente apresentava uma leucocitose (54.300 ) com eosinofilia importante (52% , 28236).Com esses valores podemos dizer que se trata de uma síndrome hipereosinofílicas, já que afastamos outras causas mais comuns de eosinofilia como reações alérgicas e parasitoses e temos lesão orgânica; neste caso a diarreia seria a manifestação do envolvimento do TGI.

Será que estamos com uma leucemia? Ou uma doença mieloproliferativa? Que podem cursam com essas alterações também.

Foi feito biópsia de medula óssea que evidenciou hiperplasia granulocítica e acentuado aumento de mielócitos eosinófilos.Necessitando do exame citogenético para definição

Foi feito também as biópsias de intestino e estômago que mostroram infiltração por eosinófilo em ambas.Portanto a diarreia foi consequência da eosinofilia.

Só para lembrar outras causas de diarréia crônica

Diarréia inflamatória 

Doença inflamatória intestinal

Infecções

  • bacterianas invasivas invasivas
  • infecções parasitárias
  • Infecções por Clostridium difficile
  • infecções virais

Colites Isquêmicas

Tumores malignos

Câncer colorretal

Linfoma do intestino

Diarréia gordurosa 

Síndromes de má absorção (doença celíaca, supercrescimento bacteriano, doença de Whipple)

Má digestão (insuficiência pancreática exócrina, cirrose biliar primária)

Diarréia Osmótica

Abuso de  Laxante

Intolerância à lactose

Diarréia Secretória

Alteração da Motilidade

Endocrinopatias (diabetes, insuficiência adrenal, hipertireoidismo, mastocitose)

Tumores pancreáticos (vipoma, carcinóide, gastrinoma)

 

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O diagnóstico na ponta dos dedos. Síndrome de Osler-Weber-Rendu.

Imagem cedida gentilmente por Dr Rafael Freitas – Ex residente de Clínica Médica do Hospital Santo Antônio

Paciente deu entrada na emergência com hemorragia digestiva alta(HDA). Encontradas essas lesões.Paciente refere também hemoptise recorrente.

Qual a associação da HDA e  esses achados? E a hemoptise?

Telangiectasia hemorrágica hereditária ou Síndrome de Osler-Weber-Rendu.

Distúrbio autossómico dominante, as manifestações clínicas são  epistaxe, hemorragia gastrointestinal, anemia por deficiência de ferro e  telangiectasia cutâneas nos lábios, mucosa oral e nasal além dos dedos. Ocorre mal-formação arterio-venosa no fígado, pulmão e cérebro.

Essas manifestações não estão presentes no nascimento e vão desenvolvendo com a vida e a epistaxe, na maioria das vezes, é a primeira queixa, que pode ocorrer ainda na infância. Aos 40 anos, a grande maioria dos pacientes já apresentaram algum sangramento.Uma manifestação frequente é a hemorragia digestiva, pois a talangiectasia pode ocorrer em todo trato gastrointestinal, sendo estômago o mais comum.Metade dos pacientes tem envolvimento pulmonar porém sem sintomas respiratórios e o mais raro(10%) tem comprometimento cerebral.

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Clinical Procedures in Emergency Medicine 5 th ed

Clinical Procedures in Emergency Medicine
Publisher: Saunders
Number Of Pages: 1504
Publication Date: 2003-10-24
Sales Rank: 46181
ISBN / ASIN: 0721697607
EAN: 9780721697604
Manufacturer: Saunders
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Completely revised and updated, this new 4th Edition gives detailed, step-by-step instructions and illustrations help to ensure every emergency technique is performed correctly. Each chapter explores the full range of issues surrounding a clinical procedure, including indications and contraindications, equipment, technique, interpretation, complications, and more.
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Handbook of Cerebrovascular Disease and Neurointerventional Technique

Handbook of Cerebrovascular Disease and Neurointerventional Technique

Handbook of Cerebrovascular Disease and Neurointerventional Technique.jpg
Handbook of Cerebrovascular Disease and Neurointerventional Technique
Authors: Mark R. Harrigan, John P. Deveikis

Publisher: Humana Press
DOI: 10.1007/978-1-61779-946-4
Print ISBN: 978-1-61779-945-7
Online ISBN: 978-1-61779-946-4
Year: 2013
Page: 856
Size: 24 MB

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