AHA Guidelines for CPR and ECC 2010

This is the 2010 AHA Guidelines for CPR and ECC, published online October 18, 2010, in Circulation. Updated guidelines reflect new global resuscitation science and treatment recommendations derived from the 2010 International Consensus on Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care with Treatment Recommendations (CoSTR) conference.

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Harrison’s Principles of Internal Medicine

Harrison’s Principles of Internal Medicine

The book is for anyone who has the remotest association with the practice of medicine, be they internists, surgeons, nurses, technical staff, or counselors. This is the authority, and in a time of readily available but not always accurate information, this is the one source that can be relied upon….This is one of the absolute pillars of any medical library. It is the final word in internal medicine and we all owe a debt of gratitude to the editors and contributors who have created this extraordinary authority in medicine

 

 

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Dispnéia.

JAGO, masculino, 55 anos, pardo, casado, natural e procedente de Cruz das Almas, engenheiro civil.

Fadiga há 2 semanas.

Paciente  com queixa de fadiga e mal-estar inespecífico (dificuldade para dormir, com sensação de leve dispnéia) há cerca de 2 semanas . Relata  dispnéia progressiva aos esforços chegando a dispneia em repoudo há 1 semana. Refere febre  (T=38,5º C) no início do quadro. Nega dor, síncope, palpitação, edema de MMII ou outras queixas. Nega outros sintomas.

Hipertenso há 10 anos, em uso regular de Atenolol (25 mg/dia). Nega DM ou outras patologias. Nega internamentos prévios, transfusões sanguíneas ou cirurgias.Mãe hipertensa, diabética e história de IAM aos 50 anos.Pai com AVC aos 70 anos.rmã hipertensa e diabética.

Tabagista 5 maços/ano, abstêmio há 25 anos. Etilista  social há 30 anos. Nega uso de drogas ilícitas. Epidemiologia negativa para Chagas e Esquistossomose. Sedentário e alimentação sem restrições.

Exame físico

Paciente em bom estado geral, lúcido e orientado em tempo e espaço, acianótico, anictérico, afebril ao toque, corado .FC= 90bpm (pulsos amplos, ritmicos e simétricos)     FR= 16ipm     PA= 120X70mmHg

–       Pescoço: ausência de estase de jugular e linfonodos não palpáveis.

–       AR: expansibilidade e FTV preservados, som claro pulmonar e murmúrio vesicular bem distribuído, sem ruídos adventícios.

–       ACV: precórdio ativo ás custas de impulsão paraesternal esquerda, ictus invisível e palpável em 5º EICE na LMC ocupando 2 polpas digitais, com bulhas rítmicas, normofonéticas em 2T, com SS grau III/VI em FM com irradiação para todos os focos, carótidas e dorso.

–       ABD: plano, flácido, RHA presentes, indolor à palpação superficial ou profunda. Sem VMG. Ausência de sinais de irritação peritoneal.

–       EXT: sem edemas, lesões e bem perfundidas.

–       SN: força muscular grau V/V em membros superiores e inferiores. Romberg negativo.

Com base nas principais suspeitas diagnósticas ,quais exames complementares iniciais seriam úteis neste caso clínico ?

 

Neste caso clinico, o paciente apresenta queixas inespecificas que as vezes são de difícil caracterização.Queixas como fadiga, cansaço fácil, e até mesmo dispnéia sao subjetivas .

Quando o paciente queixa-se de cansaço, o que sera que ele realmente esta sentindo? Pode ser pode  por indisposição, mau condicionamento físico ao realizar esforço ou mesmo dificuldade respiratória.

Neste caso ficou caracterizado com dispnéia progressiva aos esforços.

Como deve ser a abordagem de dispnéia ?Dispnéia é uma percepção de desconforto respiratório.

O que devemos buscar na história clínica são as condições precipitantes, sintomas associados, hábitos de vida, antecedentes médicos.Tudo é importante na avaliação de dispnéia, pois o diagnostico diferencial é amplo, variando desde causas cardiovasculares, pulmonares, até dispnéia psicogênica.

Para um emergencista, o mais importante é afastar causas que ameaçam a vida.

Um breve comentário sobre BNP. Exame útil na avaliação de dispnéia na emergência.Um valor baixo(<100pg/ml), muito provalvelmente não deve ser de disfunção cardiaca, com valor preditivo negative de 90% , já valores muito elevados (>500pg/ml) deve ser insuficiência cardiaca descompensada e o  valor preditivo positive acima de  90%.Valores intermediaries(entre 100pg/ml e 500pg/ml), a interpretação deve ser individualizada.Devemos lembrar de outras causas como embolia pulmonar, cor pulmonale, hipertensão pulmonar e outras sobrecargas de volume com insuficiência renal ou hepática.

No caso do nosso paciente, o exame físico contribui bastante para o nosso raciocínio diagnóstico .

Precórdio ativo ás custas de impulsão paraesternal esquerda, ictus invisível e palpável em 5º EICE na LMC ocupando 2 polpas digitais, com bulhas rítmicas, normofonéticas em 2T, com SS grau III/VI em FM com irradiação para todos os focos, carótidas e dorso.

Semilogia compatível com insuficiência mitral(IM).Aguda ou crônica?

Causas de IM aguda = ruptura de cordoalha, de músculo papilar por isquemia ou endocardite.

Causas de IM crônica = degeneracão mixomatosa, prolapse de valvula mitral , cardiopatia isquêmica, doença reumática.

Voltemos a história clínica.Tudo comecou há 2 semans e há relato de febre, sem outras sintomas e não há antecedentes a não ser HAS, portanto deve ser IM aguda por endocardite.

Os exames iniciais  para diagnostico seriam  hemoculturas e ecocardiograma.

A evolução clínica deste paciente e discussão  esta no post

ENDOCARDITE INFECCIOSA

na apresentação em slide.

 


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Qual o sua suspeita diagnóstica?

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